Modalidades de tradução: uma investigação do conto traduzido “Dez de Dezembro”

Autores

  • Clara Peron da Silva Guedes Universidade Federal de Pelotas
  • Roberta Rego Rodrigues Universidade Federal de Pelotas
  • Isabella Ferreira Mozzillo Universidade Federal de Pelotas

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7968.2017v37n2p80

Palavras-chave:

Modalidades tradutórias, Equivalência, Estratégias de tradução

Resumo

http://dx.doi.org/10.5007/2175-7968.2017v37n2p80

Durante o processo de tradução, os tradutores adotam estratégias linguísticas de forma a tomar decisões que os auxiliem a produzir um texto traduzido adequado à língua e à cultura metas. As modalidades tradutórias propostas por Aubert (105-10) constituem-se como uma ferramenta que possibilita aos pesquisadores identificar algumas dessas estratégias. Ademais,
permitem medir o nível de diferenciação linguística entre um texto fonte e um texto meta, verificando a distância ou a proximidade do texto meta com relação às questões linguísticas e culturais do texto fonte. Assim, este artigo visa a investigar as modalidades tradutórias no conto “Dez de dezembro” (Saunders 204-38), uma tradução do conto “Tenth of December”
(Saunders 215-51). A fim de quantificar as modalidades de tradução no texto traduzido, os sintagmas nominais do texto fonte foram selecionados e seus equivalentes no texto meta foram classificados e anotados no programa Notepad++. As modalidades tradutórias mais recorrentes no corpus foram a Tradução Literal e a Transposição, categorias consideradas intermediárias na escala proposta por Aubert (105-10). Portanto, pode-se estabelecer uma
relação de equivalência entre os textos meta e fonte.

Biografia do Autor

Clara Peron da Silva Guedes, Universidade Federal de Pelotas

Possui graduação em Letras – licenciatura em língua inglesa e respectivas literaturas (2008), licenciatura em língua espanhola e respectivas literaturas (2009) e bacharelado em tradução Inglês-Português (2009) pela Universidade Federal Juiz de Fora. Especializou-se em Tradução do Inglês pela Universidade Gama Filho, em 2012. É mestra em Letras pela Universidade Federal de Pelotas (2015). Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. E-mail: claraperonguedes@hotmail.com

Roberta Rego Rodrigues, Universidade Federal de Pelotas

Possui graduação em Letras – licenciatura em Inglês (2003) e mestrado (2005) em Linguística Aplicada pela Universidade Federal de Minas Gerais. Doutorou-se em Linguística Aplicada pela mesma instituição, em 2010. Atualmente é professora adjunta do Centro de Letras e Comunicação da Universidade Federal de Pelotas. Está vinculada à linha de pesquisa “Descrição e Análise dos Fenômenos Linguísticos”, do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal de Pelotas. Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. E-mail: betareseau@gmail.com

Isabella Ferreira Mozzillo, Universidade Federal de Pelotas

Possui graduação em Letras – licenciatura em Português-Francês pela Universidade Federal de Pelotas (1988) e mestrado em Letras pela Universidade Católica de Pelotas (1996). Doutorou-se em Letras pela Pontifícia Universidade
Católica do Rio Grande do Sul, em 2002. Atualmente é professora-associada IV do Centro de Letras e Comunicação da Universidade Federal de Pelotas. Está vinculada à linha de pesquisa “Ensino e Aprendizagem de Línguas”, do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal de Pelotas. Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. E-mail: isabellamozzillo@gmail.com

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Publicado

2017-05-10

Edição

Seção

Artigos