Coletivos ciberfeministas como fonte de informação

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/1518-2924.2020.e70464

Palavras-chave:

Ciberfeminismo, Fonte de informação, Coletivos Feministas, Movimento feminista

Resumo

Objetivo: Analisar os coletivos ciberfeministas como fonte de informação, cujos problemas incluem questionar se esses sites disponibilizam sugestões de bibliografias com publicações que abordam o tema, identificar quais são os tipos de materiais (e-books, artigos, vídeos, dissertações, teses, cartilhas, leis, etc.) disponibilizados, quem os acessa, quem os produz e se mensuram os acessos aos materiais.

Método: Optou-se pela pesquisa exploratória usando-se o método de etnografia virtual, avaliando os coletivos feministas brasileiros destacados na literatura pesquisada: Think Olga, Não Me Kahlo, Geledés, Blogueiras Negras, Escreva Lola Escreva, Blogueiras Feministas, Biscate Social Club, Gorda e Sapatão, Transfeminismos.

Resultado: Os coletivos estudados apresentam, em sua maioria postagens de textos, muitos dos quais construídos a partir da consciência e conhecimento que o escritor tem do assunto, alguns seguindo uma abordagem próxima a de um depoimento, mostrando uma percepção pessoal sobre o tema, enquanto outros apresentam uma discussão com maior neutralidade. A busca por informação nesses blogs e outros ambientes virtuais, como páginas em redes sociais, nem sempre é facilitada, uma vez que alguns deles apresentam tags e campos de busca, mas nem todos. Se posicionam quanto ao possível público-alvo, contudo não foi localizado quantos acessos são realizados. Os comentários dos leitores são um indicador de que há interesse pelos materiais disponibilizados, mas não se tem um mapa dos acessos sobre quem e quanto foi acessado.

Conclusões: Considera-se que a Ciência da Informação é fundamental para o ciberfeminismo, pois contribui diretamente para o empoderamento feminino, dado que visa compreender a dinâmica de desenvolvimento e difusão de uma cultura informacional nesse meio, e uma das principais propostas é promover o acesso e a apropriação à informação pelas mulheres

Biografia do Autor

Luana Maia Woida, PPGCI-Unesp; FATEC-Garça

Professora do PPGCI-Unesp e Coordenadora do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Empresarial da Fatec-Garça.

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Publicado

2020-07-07

Edição

Seção

Artigo