A reação tribal às mudanças climáticas

Manuel Guzmán Hennessey

Resumo


Este artigo coloca a hipótese de uma provável tendência em formação: a auto-organização do sistema simbólico global das mudanças climáticas. Identifica alguns sinais auto-organizativos na sociedade, e confere à geração das mudanças climáticas (aqueles que assumirão o controle das sociedades entre 2020 e 2050) a responsabilidade de acelerar esta tendência a fim de resultar em uma transformação gradual das condutas dominantes e aproximar-nos coletivamente da construção de uma sociedade com menos emissões de carbono. O autor faz referência a algumas ideias expostas por teóricos da teoria do caos e a auto-organização dos sistemas emergentes, como Murray Gell Man e J. Doyne Farmer; e se apóia em pensamentos de outros autores como Jeremy Rifkin, James Lovelock e Taichi Sakaiya. O artigo conclui finalmente que para acelerar a tendência da auto-organização do sistema global das mudanças climáticas, entendido como sistema simbólico da cultura, é necessário empreender um esforço educativo de tipo global, capaz de resultar na transformação gradual do atual sistema de crenças que suporta os modelos de progresso e desenvolvimento predominantes.


Palavras-chave


Auto-organização; Caos; Complexidade; Geração das Mudanças Climáticas; Sistemas de Crenças

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PDFA


DOI: https://doi.org/10.5007/1807-1384.2012v9n1p70

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