“Agora por nós mesmos”: mulheres, mães e “violências"

Rafael Reis da Luz, Hebe Signorini Gonçalves, Paulo de Tássio Borges da Silva

Resumo


http://dx.doi.org/10.5007/1807-1384.2014v11n2p118

O artigo discute o Projeto Cine Pipoca, dispositivo do Centro de Referência de Mulheres da Maré Carminha Rosa (CRMM-CR), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A atividade consiste na exibição de filmes usados como disparadores de discussões temáticas e, na edição em análise, problematizamos a discussão de “Cinco vezes favela: agora por nós mesmos”. Para as mulheres presentes no grupo de discussão, todas mães, o ato de bater aparece como legítimo e necessário para a criação e educação dos filhos, especialmente quando visa à proteção da violência urbana. Sem ignorar a questão moral posta aí, o artigo propõe uma reflexão acerca da conjugação entre violência doméstica, violência urbana e papéis sociais de gênero, valendo-se de referenciais psicológicos, antropológicos e sociológicos. O artigo indica que a moderna unificação de sentidos da violência recusa formas de maternagem culturalmente edificadas, negando-lhes legitimidade cultural; a análise contrasta ainda processos de coletivização culturais e os pretendidos no próprio dispositivo grupal.


Palavras-chave


Mulheres; Gênero; Violência Familiar; Favela; CRMM-CR

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DOI: https://doi.org/10.5007/1807-1384.2014v11n2p118

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