A ética ecofeminista de Karen J. Warren: um modelo de ética ambiental genuína?

Daniela Rosendo, Tânia Aparecida Kuhnen

Resumo


Karen J. Warren apresenta uma proposta ética ecofeminista, segundo a qual os contextos precisam ler levados em consideração na análise de situações e problemas morais, rejeitando-se o monismo ético das correntes principais de ética animal. O objetivo deste artigo é mostrar, à luz da noção de vulnerabilidade, critério de considerabilidade moral proposto por Paul Taylor, que a ética sensível ao cuidado de Warren pode não ser considerada uma ética ambiental genuína, à medida que se aproxima do biorregionalismo de Gary Snyder e não esclarece de que forma a consideração moral é atribuída aos animais individualmente. Quanto ao relativismo, segundo os critérios de James Rachels e Peter Singer, a proposta de Warren parece não cumprir com os requisitos de uma ética imparcial e geral, e pode incorrer nos problemas do relativismo, uma vez que a concepção de cuidado da autora é limitada.

 


Palavras-chave


Biorregionalismo; Cuidado; Ética ambiental; Filosofia ecofeminista; Relativismo moral

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DOI: https://doi.org/10.5007/1807-1384.2015v12n1p16

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