(Con)tradições do discurso de invenção da Amazônia Sul-ocidental

Autores

  • Paulo Jorge Martins Nunes Universidade da Amazônia, Belém, PA
  • Carla Soares Pereira Universidade da Amazônia, Belém, PA
  • José Maria Damasceno Ferreira Escola Tenente Rêgo Barros (ETRB)

DOI:

https://doi.org/10.5007/1807-1384.2017v14n1p133

Resumo

Este artigo trata da construção de tradições por meio do discurso, as quais contribuem para a formação identitária de sujeitos históricos. Nosso objetivo é problematizar a invenção de tradições no estado do Acre, cujas consequências envolvem a associação entre historiografia e política do governo estatal. Nesse contexto, Hobsbawm (2006) é citado por abordar a questão da invenção das tradições; Bakhtin (2003), a construção de enunciados discursivos e Ranzi (2008), as raízes sociais da formação do Acre. Por fim, citam-se exemplos concretos para explicar os processos que influenciam a constituição de um discurso massificado sobre uma das tantas Amazônias que existem: a acreana.

Biografia do Autor

Paulo Jorge Martins Nunes, Universidade da Amazônia, Belém, PA

Doutor em Letras, Literaturas de Língua Portuguesa, pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Professor titular da Universidade da Amazônia, Belém, PA, Brasil

Carla Soares Pereira, Universidade da Amazônia, Belém, PA

Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Comunicação, Linguagens e Cultura, da Universidade da Amazônia, Belém, PA. Professora de língua portuguesa do Comando da Aeronáutica em Belém, Belém, PA

José Maria Damasceno Ferreira, Escola Tenente Rêgo Barros (ETRB)

Mestre em Comunicação, Linguagens e Cultura, pela Universidade da Amazônia, Belém, PA. Professor de Língua Portuguesa na Secretaria de Educação do Estado do Pará e da Carreira do Magistério Básico, Técnico e Tecnológico do Ministério da Defesa, Comando da Aeronáutica lotado na Escola Tenente Rêgo Barros em Belém, PA

Referências

ACRE. Lei nº 1.175, de 22 de dezembro de 1995. Regulamenta e dispõe sobre a forma e apresentação do Hino do Estado do Acre, e dá outras providências. Diário Oficial do Estado do Acre. Rio Branco. 26 dez. 1995.

BAKHTIN, M. Estética da Criação Verbal. Trad. Paulo Bezerra. 4 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

BRASIL. Decreto nº 6.583, de 29 de Setembro de 2008. Promulga o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. Brasília, DF, 30 set. 2008.

HALBWACH, M. A Memória Coletiva. São Paulo: Vértice, 2006.

HOBSBAWM, E.; RANGER, T. (Org.). A Invenção das Tradições. 4 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2006.

MAINGUENEAU, D. Análise de Textos em Comunicação. Trad. Cecília de Souza-e-Silva e Décio Rocha. 2 ed. São Paulo: Cortez, 2002.

POLLAK, M. Memória, Esquecimento, Silêncio. Rio de Janeiro, Estudos Históricos, 1989.

RANZI, C. Raízes do Acre. 3 ed. Rio Branco: EDUFAC, 2008.

Downloads

Publicado

2017-01-08

Edição

Seção

Artigos - Sociedade Meio Ambiente, Migrações e Risco