Movimentos anti-sistêmicos e movimentos de humanização do parto: aproximações teóricas
DOI:
https://doi.org/10.5007/1807-1384.2019v16n1p108Resumo
Propõe-se discorrer sobre a possibilidade de analisar o movimento de humanização da assistência ao parto a partir do conceito de movimentos anti-sistêmicos desenvolvido por Wallerstein (2006) na obra “Impensar a ciência social: os limites dos paradigmas do século XIX”. A intenção é fazer uma revisão desse conceito em cotejamento com os textos de Santos (1997; 2001), Scherer-Warren (2012) e Grosfoguel (2008). Concluímos pela integração preliminar do conceito à caracterização desse movimento, sob a condição de uma ampliação do conceito de economia-mundo capitalista para outras formas de relações de poder como o patriarcalismo, o colonialismo, o etnocentrismo e o sexismo.
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