Walter Benjamim: Um contemporâneo de seu próprio tempo

Johanna Gondar Hildenbrand, Francisco Farias

Resumo


Neste artigo pretendemos discutir a contemporaneidade de Benjamin em relação ao seu próprio tempo e ao nosso. Primeiro vamos definir o que Agamben está chamando de contemporâneo para, em seguida, entender por que Walter Benjamin pode assim ser caracterizado a partir de seus escritos sobre a Modernidade e, principalmente, sobre a imagem cinematográfica na Modernidade. Finalmente iremos contrapor as ideias de Benjamin às de Theodor W. Adorno para pensarmos a possibilidade de aproveitar os efeitos do choque – considerando que choque e trauma são noções chave para entendermos o funcionamento das sociedades atuais – em nosso benefício. Queremos aqui destacar a sensibilidade do exercício crítico de Benjamin e sua notável capacidade de compreender transformações subjetivas durante diferentes épocas, de prognosticar dilemas e de propor abordagens consistentes e atuais, como se constata em análises contemporâneas sobre mídia, o corpo, a arte, a política cultural e, principalmente, o cinema.


Palavras-chave


Subjetividade; Modernidade; Memória; Trauma; Cinema

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DOI: https://doi.org/10.5007/1807-1384.2019v16n2p127

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