Geografia da riqueza, fome e meio ambiente: pequena contribuição crítica ao atual modelo agrário/agrícola de uso dos recursos naturais

Autores

  • Carlos Walter Porto Gonçalves

DOI:

https://doi.org/10.5007/%25x

Palavras-chave:

Geopolítica, Revolução Verde, Sustentabilidade ecológica

Resumo

O texto discute a questão geopolítica implicada no debate sobre a fome e o meio ambiente. Critica o atual modelo agrário/agrícola de uso dos recursos naturais, afirma ser este um modelo de desenvolvimento econômico das regiões temperadas que tem sido imposto com um alto custo ecológico, cultural e político para o mundo todo. Este modelo tem se colocado em confronto com o conhecimento patrimonial, coletivo e comunitário característico de populações com racionalidades distintas da racionalidade atomísticoindividualista ocidental com graves riscos à segurança alimentar. Analisa as conseqüências socioambientais do atual modelo agrário/agrícola e os resultados contraditórios do aumento da capacidade mundial de produção de alimentos e o aumento da fome no mundo. Os significados da Revolução Verde a partir dos anos 70; Os impactos socioambientais do agronegócio nos cerrados brasileiros; A complexidade do uso dos produtos transgênicos. Critica a sustentabilidade ecológica restrita, baseada num realismo político e propõe uma reflexão sobre uma nova racionalidade para o desafio ambiental. Conclui que a fome não é um problema técnico, pois esta não se deve à falta de alimentos mas ao modo como os alimentos são produzidos e distribuidos. A fome convive hoje com as condições materiais para resolvê-la.

Biografia do Autor

Carlos Walter Porto Gonçalves

Coordenador do Programa de Pós -graduação em Geografia (Mestrado e Doutorado) da Universidade Federal Fluminense e ex-Presidentre da Associação dos Géografos Brasileiros (1998-2000).

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Publicado

2004-01-01

Edição

Seção

Artigos