O segredo da Capela do Rosário de Milho Verde

Autores

  • Rodrigo Duarte UFMG

DOI:

https://doi.org/10.5007/%25x

Palavras-chave:

Indústria cultural, Construção, Kitsch, Cultural industry, Construction

Resumo

Partindo da constatação de que há muito pouca documentação sobre a Capela de Nossa Senhora do Rosário de Milho Verde (Minas Gerais), o autor do artigo foi surpreendido com o dado - confirmado por muitos moradores antigos da localidade - de que a construção não data do século XIX, como criam muitos especialistas, mas sim da década de 50 do século XX. Essa constatação originou uma reflexão sobre a "autenticidade" do edifício, que, ao contrário de muitas construções da mesma época no interior brasileiro, não possuem absolutamente nada de "kitsch". Uma possível explicação para esse fato é o total isolamento em que se encontrava Milho Verde na década de 1950, não sendo servida a localidade por luz elétrica, portanto, não compartilhando das informações da indústria cultural e, por isso, com um alto grau de "imunização" em relação ao "kitsch" por ela difundido.

Biografia do Autor

Rodrigo Duarte, UFMG

Pós-Doutor pela Bahaus Universität, BUW, Alemanha (2000) e pela University of California – Berkeley, Estados Unidos (1997), Doutor em Fliosofia pela Zum Begriff Naturberherrschung bei Theodor W. Adorno (1990), Mestre em Filosofia pela UFMG (1985). Professor e pesquisador no Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desde 1990. Autor de diversos artigos no Brasil e no exterior e livros sobre a Teoria Crítica e a filosofia Frankfurtiana.

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Publicado

2004-01-01

Edição

Seção

Artigos