A política externa brasileira na era FHC: um exercício de autonomia pela integração

Autores

  • Tullo Vigevani UNESP
  • Marcelo Fernandes de Oliveira

DOI:

https://doi.org/10.5007/%25x

Resumo

As mudanças na política externa brasileira na década de 90 foram importantes. Durante os dois mandatos do presidente Fernando Henrique Cardoso, buscou-se substituir a agenda reativa, da política externa brasileira, dominada pela lógica da autonomia pela distância, por uma nova agenda internacional pró-ativa, determinada pela lógica da autonomia pela integração. Segundo ela, o país deve ampliar o poder de controle sobre o seu destino e enfrentar seus problemas através da adesão ativa à elaboração das normas e das pautas de conduta da gestão da ordem mundial, colaborando na formulação e funcionamento dos regimes internacionais. O trabalho analisa o período dos dois mandatos do presidente Cardoso, com extensão para o período anterior, Sarney, Collor de Mello, Itamar Franco, e posterior, Lula da Silva. Busca-se fazer um balanço de custos e benefícios, insistindo sobre os constrangimentos estruturais, que acabam por influenciar a ação internacional do país. Nesse quadro, o esforço desenvolvido não se mostra suficiente para alterar um quadro desfavorável. As negociações no tocante à ALCA, buscando equilibrar realismo com defesa de interesses específicos, mostram as dificuldades desse quadro, que permanecem além de uma gestão presidencial.

Biografia do Autor

Tullo Vigevani, UNESP

Professor da UNESP e pesquisador do CEDEC - atua na área de ciência política, com ênfase em relações internacionais.

Mais informações: Currículo Lattes - CNPq.

Marcelo Fernandes de Oliveira

Atua na área de ciência política, com ênfase em relações internacionais.

Mais informações: Currículo Lattes - CNPq.

Downloads

Publicado

2005-01-01

Edição

Seção

Artigos