Fazendo ruir o dispositivo da Maternidade e (re)inventando maternagens possíveis: Narrativas infames e potentes!

Autores

  • Aline Gomes Tavares Matias Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
  • María Antonella Barone Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
  • Alexsandro Rodrigues Universidade Federal do Espírito Santo https://orcid.org/0000-0002-5998-4978

DOI:

https://doi.org/10.5007/1807-1384.2021.e76033

Palavras-chave:

Dispositivo da maternidade, Maternagem, Biopolítica, Resistências

Resumo

Como efeito de reflexões inspiradas pelo processo de pesquisa de mestrado e doutorado das autoras, parimos este artigo. Nele, problematizamos o dispositivo da maternidade com seus efeitos sobre nossos corpos e subjetividades. Perseguimos trilhas e tensionamentos daqueles que extrapolam a condição mulher e as lógicas binárias e identitárias. Num exercício crítico do pensamento, buscamos fazer ruir o dispositivo da maternidade, compreendendo as dimensões históricas da maternidade hegemônica, sua relação com a expansão do capitalismo e com os discursos de verdade legitimados pelas ciências. Mas, principalmente, pelas narrativas de vidas, práticas e táticas de corpos que, ainda que atravessados pelo dispositivo da maternidade, cotidianamente criam desvios, engendram outras múltiplas possibilidades de ser e existir. O campo, como dimensão de análises, se faz acontecer permeado por memórias, encontros, e fragmentos de narrativas distribuídos nos meios de comunicação. A aposta política deste artigo se faz acontecer, à medida que compreende que o dispositivo da maternidade atinge a todes nós, ainda que não nos encontremos no exercício de cuidar e maternar outro corpo.

Biografia do Autor

Aline Gomes Tavares Matias, Universidade Federal do Espírito Santo - UFES

Mestranda em Psicologia Institucional pela Universidade Federal do Espirito Santo. Pós Graduada e Saúde Coletiva com Ênfase em Estratégia de Saúde da Família, pela Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória - EMESCAM (2011).Graduada em psicologia pela Faculdades Integradas São Pedro (2009). Tem experiência na área de Psicologia, atuando em Políticas Públicas, princialmente, na Política de Assistência Social. Atualmente, atua como referência técnica do acolhimento institucional para a pessoa idosos da prefeitura de Vila Velha. Tem interesse de pesquisa nos temas gênero, sexualidade, dispositivo da maternidade, feminismo e Biopolítica. Pertencente ao Núcleo de Pesquisas em Sexualidades (NEPS) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

María Antonella Barone, Universidade Federal do Espírito Santo - UFES

Formada em Psicologia (UNC-Argentina). Mestra em Psicologia Institucional (UFES). Doutoranda em Psicologia (UFES). Pesquisadora pertencente ao Grupo de Estudos sobre Aborto (GEA), linha de pesquisa do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Sexualidades (NEPS) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

Alexsandro Rodrigues, Universidade Federal do Espírito Santo

Pós Doutor em Psicologia. Doutor em Educação. Professor Associado II do Centro de Educação da Universidade Federal do Espírito Santo na disciplina: Currículo e Formação docente. Professor Permanente no Programa de Pós-Graduação em Psicologia Institucional (PPGPSI/UFES). Coordenador do Grupo de Estudo e Pesquisas em Sexualidades (GEPSs/UFES) e do Núcleo de Pesquisa em Sexualidade (NEPS/UFES). Interesses de pesquisa: Produção de subjetividade, infâncias (des)viadas, gênero, sexualidade e processos formativos de professores e trabalhadores culturais.

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Publicado

2021-06-07

Edição

Seção

Artigos - Estudos de Gênero