Formación-acción-intercultural y prácticas corporales guaraní en la Educación Física escolar: flecha decolonial en la lucha antirracista
DOI:
https://doi.org/10.5007/2175-8042.2026.e114554Palabras clave:
Pueblo guaraní, Prácticas pedagógicas, Educación física escolar, DecolonialidadResumen
El texto presenta la articulación entre las prácticas corporales guaraníes y la perspectiva teórico-metodológica de la formación-acción-intercultural del Grupo de Investigación Cuerpo, Educación y Cultura (Coeduc), en el desarrollo del proyecto “Maicé Ariribá: saberes ancestrales y educación”, realizado en el Centro Educacional Municipal Ariribá (Cem Ariribá), en Balneário Camboriú-SC. Al abordar la temática indígena en el sur de Brasil, el estudio se plantea como un desafío a la lógica de la colonialidad y a los estereotipos producidos por una educación escolar eurocéntrica, históricamente asociada a prácticas discriminatorias contra los pueblos originarios en el proceso de escolarización de los niños. En esta dirección, las prácticas corporales guaraníes —presentes en juegos, juguetes y actividades lúdicas, grafismos, mitos de origen, toponimias, entre otras manifestaciones culturales— funcionaron como una “flecha decolonial” para abrir fisuras en la estructura educativa-colonial, mientras que la formación-acción-intercultural ofreció principios y caminos para este recorrido, a saber: territorialidad, horizontalidad, dialogicidad, pluralidad epistémica y compromiso político-pedagógico. A partir de este movimiento intercultural e interdisciplinario con estudiantes de quinto año, los resultados del proyecto se expresaron en la comprensión de las conexiones entre la historia y la cultura guaraní y la propia constitución de Balneário Camboriú, registradas en informes científicos y divulgadas en la Muestra Ariribá de educación de las relaciones étnico-raciales. Las reflexiones producidas por los niños fueron analizadas bajo las categorías de codificación de Bogdan y Biklen (1994), revelando cinco ejes: 1) Relación familia-sociedad-educación; 2) Orígenes ancestrales e identidad brasileña; 3) Valorización y respeto a las tradiciones indígenas; 4) Ludicidad y aprendizaje; y 5) La presencia indígena en el cotidiano de la ciudad. De este modo, el proyecto creó momentos de reflexión sobre las vivencias con el Pueblo Guaraní y sobre los mecanismos discriminatorios que aún marcan sus trayectorias, mediadas por las prácticas corporales y por una orientación teórico-metodológica orientada a enfrentar las dimensiones del racismo dirigidas a los pueblos indígenas, para dar visibilidad a las historias y culturas indígenas como parte constitutiva de la historia y cultura de Balneário Camboriú-SC.
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