Educação escolar e constituição do afetivo: algumas considerações a partir da psicologia histórico-cultural

Autores

  • Claudia Aparecida Valderramas Gomes UNESP
  • Suely Amaral Mello UFSCAR

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-795X.2010v28n2p677

Palavras-chave:

Psicologia, Afeto (Psicologia)

Resumo

A Psicologia Histórico-Cultural afirma a tese da experiência social como base da formação humana e aponta a unidade afetivo-cognitiva como mediadora nas relações do sujeito com o conhecimento no desenvolvimento das funções psicológicas. Este artigo apresenta alguns elementos que apontam para a constituição dos processos afetivos a partir das relações que o sujeito mantém com as objetivações humanas. Parte da crítica ao pensamento organicista e subjetivista que, tanto na Psicologia quanto na Educação, separa as emoções das demais funções no conjunto  a consciência humana – tratando-as como um impeditivo nos processos de ensino e de aprendizagem escolar – e assinala a importância de se (re) pensar as relações que o sujeito estabelece com a realidade, o papel do conhecimento e das condições concretas de vida e de educação que produzem os processos afetivos. Defende que pensamento e sentimento são processos psicológicos desenvolvidos a partir da história de apropriação e objetivação de signos e instrumentos que cada sujeito realiza, e afirma a educação escolar e o caráter intencional do trabalho docente – na organização e condução da prática pedagógica – como elementos determinantes na transformação dos modos de pensar e sentir.

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Publicado

2010-07-14

Edição

Seção

Artigos de Demanda Contínua