Patentes universitárias brasileiras: perfil dos inventores e produção por área do conhecimento

Autores

  • Adriana Stefani Cativelli Universidade do Estado de Santa Catarina
  • Elaine de Oliveira Lucas Universidade do Estado de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.5007/1518-2924.2016v21n47p67

Palavras-chave:

Patentes, Universidade Pública, Inovação Tecnológica

Resumo

O estudo caracteriza as invenções provenientes das patentes universitárias brasileiras quanto à autoria e área de assunto, com o propósito de identificar quais são os possíveis departamentos e áreas das instituições, que estão concentrando esforços ou possuem maior facilidade, em produzir e atingir a concessão de patentes no Brasil. Utilizou-se para o levantamento de dados acerca das universidades, a plataforma E-mec; a base de dados do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) para as coletas de informações referentes às patentes; e a Classificação Internacional de Patentes (CIP) para determinar as áreas do conhecimento contempladas. Desta forma, foram analisadas a produção de patentes por região brasileira; as universidades com patentes concedidas; a quantidade de inventores por patente; o perfil dos principais inventores; e as patentes concedidas conforme a CIP. Os resultados indicam que as características das patentes concedidas às Universidades Públicas Brasileiras são provenientes das áreas de Química e Metalurgia, desenvolvidas por professores com formação em Química ou Engenharia Mecânica e pertencem na sua maioria à Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

Biografia do Autor

Adriana Stefani Cativelli, Universidade do Estado de Santa Catarina

Mestre em Gestão de Unidades de Informação pela Universidade do Estado de Santa Catarina. Atualmente é bibliotecária da Universidade Federal da Fronteira Sul, campus Chapecó.

Elaine de Oliveira Lucas, Universidade do Estado de Santa Catarina

Professora do Programa de Pós-Graduação em Gestão da Informação e do Departamento de Biblioteconomia da Universidade do Estado de Santa Catarina. Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da informação da Universidade de São Paulo.

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Publicado

2016-09-12

Edição

Seção

Artigo