Vygotsky e múltiplas representações: leituras convergentes para o ensino de ciências

Carlos Eduardo Laburú, Andreia de Freitas Zompero, Marcelo Alves Barros

Resumo


http://dx.doi.org/10.5007/2175-7941.2013v30n1p7

Este trabalho traz uma reflexão centrada no tema linguagem e pensamento de Vygotsky, com o objetivo de mostrar que pontos de vista do autor sobre o assunto se encontram subjacentes às argumentações que sustentam o referencial de multimodos e múltiplas representações. Há pouco mais de uma década em desenvolvimento, o programa de pesquisa de multimodos e múltiplas representações vem se mostrando progressivo, conclusão garantida, tanto pela abrangência internacional de suas pesquisas como pela amplitude no trato das questões envolvidas com a educação científica e matemática. Por ser a semiótica a teoria que ampara esse programa de pesquisa e a psicologia a que ampara os estudos vygotskianos, o que faz com que, quase sempre, estes últimos estejam ausentes nas referências do primeiro. Todavia, o referencial de multimodos e múltiplas representações faz afirmações que se revelam compatíveis com a posição de Vygotsky no que toca a indissociável interdependência entre linguagem e pensamento. Assim, com base nessa interdependência, o trabalho discute e aponta que o uso de variabilidade de linguagens, nas suas mais diversas representações, defendido pelo referencial multimodal e de múltiplas representações, é compatível e convergente com a leitura vygotskiana sobre o tema.

 

 


Palavras-chave


Representação multimodal; Vygotsky; Linguagem; Pensamento

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DOI: http://dx.doi.org/10.5007/2175-7941.2013v30n1p7

 


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