Desastre, poder e conflitos na Bacia do Rio Doce: da Fundação Renova ao Acordo de Repactuação
DOI:
https://doi.org/10.5007/1807-1384.2025.e108207Palavras-chave:
Desastre da Vale/BHP/Samarco, Envirotechnical Regime, Ética Biocultural, Território da Mineração, InterdisciplinaridadeResumo
O objeto da reflexão é o desastre da Vale/BHP/Samarco. A proposta é verificar se o conceito de Envirotechnical Regime é uma ferramenta analítica útil à formulação de políticas públicas abrangentes e capazes de enfrentar e mitigar as várias dimensões fenomênicas dos desastres e reduzir riscos e incertezas. Os pontos de vista diferentes, as tensões e os conflitos envolvendo os múltiplos atores são manifestações do que se pode definir como contrariis legibus, ou seja, diferentes regimes em disputa, tais como regime jurídico estatal, regime de preços, regime tributário e direitos locais das comunidades. Daí as políticas públicas precisarem considerar que as relações são todas marcadas pelo poder.
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