Os sujeitos que nunca foram históricos – uma crítica do marxismo eurocêntrico

Autores

  • João Aldeia Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra
  • Elísio Estanque Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra

DOI:

https://doi.org/10.5007/1807-1384.2011v8n1p34

Palavras-chave:

Classe trabalhadora, Emancipação, Eurocentrismo, Marxismo, Sujeito histórico

Resumo

Apesar das suas limitações, o marxismo clássico continua a ser uma teoria imprescindível para apreender criticamente a contemporaneidade. Contudo, determinados dos seus pressupostos são insustentáveis. Partindo de uma crítica construtiva do marxismo, nomeadamente ao seu carácter eurocentrado, este texto procura desconstruir a noção do proletariado como sujeito histórico, considerando-a empiricamente inverificável. Não havendo grupos predestinados a conduzir o processo de mudança sócio-histórica, a emancipação real dos oprimidos do mundo tem forçosamente que articular as lutas das classes trabalhadoras com as de todos os outros grupos dominados no sistema-mundo.

Biografia do Autor

João Aldeia, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra

Mestrando em Sociologia pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC), licenciado em sociologia na mesma instituição, em Portugal.

Elísio Estanque, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra

Doutor em Sociologia pela Universidade de Coimbra (UC). Sociólogo especializado em questões de trabalho, sindicalismo, desigualdades, movimentos e classes sociais. Professor do departamento de Sociologia da FEUC e investigador no Centro de Estudos Sociais (CES) da UC, Portugal.

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Publicado

2011-07-11

Edição

Seção

Artigos