Os desafios contemporâneos da produção do conhecimento: o apelo para interdisciplinaridade
DOI:
https://doi.org/10.5007/1807-1384.2014v11n1p1Resumo
Estamos atravessando hoje um momento de reconstrução radical na forma de se pensar tanto o mundo material dentro do qual vivemos e atuamos como a relação que nós, Seres humanos, estabelecemos – individual ou coletivamente – com esse mesmo mundo. O movimento que está acontecendo agora apela por novos paradigmas, novas categorias de pensamento, novas metodologias de pesquisa, novas formas de ensino. Muitos dos problemas que a ciência e as técnicas contemporâneas devem enfrentar não se deixam reduzir ao recorte disciplinar em função do qual se estruturaram historicamente as instituições de ensino e de pesquisa. Colaborações impõem-se entre cientistas com formações marcadas por uma alta especialização. Fronteiras conceituais estabelecidas entre áreas de conhecimento distintas tornam-se permeáveis. Trocas e ajustes metodológicos são necessários. O apelo para a colaboração interdisciplinar expressa-se hoje com cada vez mais força. Pontes são lançadas entre abordagens setoriais da realidade. Interdisciplinas nascem e acham espaço institucional. As inovações tecnológicas mobilizam competências oriundas de horizontes científicos longínquos. Apesar dessa pujante dinâmica histórica, inúmeros obstáculos permanecem. Alguns deles são expressão de resistências institucionais e de confrontos interpessoais. Outros originam-se na rigidez intelectual imposta por uma formação acadêmica altamente especializada. Até hoje, não se encontra uma definição da interdisciplinaridade que seja consensual, e menos ainda uma doutrina estabelecida que possa ser aplicada ao trabalho de campo. Torna-se, então, imprescindível contribuir a clarificar as bases teóricas e metodológicas sobre as quais pode-se construir um projeto de prática concreta da interdisciplinaridade no domínio do ensino e da pesquisa.
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