Sobre a universidade no Brasil na era do choque cultural: a formação para tecnologia

Autores

  • Luiz Bevilacqua Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ

DOI:

https://doi.org/10.5007/1807-1384.2014v11n1p43

Palavras-chave:

Choque Cultural, Interdisciplinaridade, Reorganização do Conhecimento, Fator Cultural, Nova Universidade

Resumo

Vivemos numa era de mudanças que se caracteriza pela velocidade com que elas ocorrem. Essa é uma experiência única e sem qualquer padrão anterior que possa servir de orientação. A capacidade de observação e computação desenvolvida nesses últimos cem anos proporcionou a convergência de várias disciplinas. As barreiras departamentais se desmontaram dando origem a uma “nova ciência”  caracteristicamente interdisciplinar. Se na pesquisa essa atitude está muito bem aceita, particularmente no que se refere a modelos, nos cursos de graduação é ignorada. É preciso encontrar novos eixos que atendam ao novo cenário científico e tecnológico. A oportunidade de criar novas Universidades no Brasil favorece a implantação de novos modelos cuja identidade seja mais adequada à formação dos jovens universitários. A maioria das nossas Universidades tradicionais está na rota de extinção. Urge ação imediata ousada e comprometida com o avanço do conhecimento. É preciso romper as amarras culturais de complexo de inferioridade e subserviência. Só assim poderemos de fato estar inseridos na comunidade internacional. Universidade centrada no aprendizado e não no ensino, pesquisa para avançar o conhecimento e não para engordar currículos, interdisciplinaridade como efeito e não como causa e recuperação da confiança mútua são itens indispensáveis para novas iniciativas. Os estudantes devem se preocupar com competência e não com diplomas, mais com independência intelectual do que com disciplinas. Sair da esteira e ir para a ponta no avanço do conhecimento. Menos protestos e mais propostas. E finalmente não se deixar bloquear por formalidades. A organização de cursos paralelos, modernos e informais, é uma ação lícita e necessária.

Biografia do Autor

Luiz Bevilacqua, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ

Doutor em Mecânica Teórica e Aplicada pela Stanford University, EUA. Coordenador do Núcleo de Cognição e Sistemas da Fundação Universidade Federal do ABC. Professor Emérito da Coppe – Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia e Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

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Publicado

2014-06-12

Edição

Seção

Dossiê: Interdisciplinaridade no ensino, na pesquisa e na extensão. Org.: Prof. Dr. Javier Vernal