Sobre el origen del concepto de “inmanencia” en Gilles Deleuze

Marcelo Sebastián Antonelli

Resumo


http://dx.doi.org/10.5007/1807-1384.2014v11n2p15

El concepto de “inmanencia” desempeña un rol fundamental en la filosofía de Gilles Deleuze. Si bien suele destacarse su noción de “plano de inmanencia”, el pensador francés elaboró un enfoque integral sobre este concepto, conectándolo con problemas políticos (el capitalismo es descripto como un sistema inmanente) y éticos (la moral universal es sustituida por una ética de valores inmanentes). Los comentaristas han reparado en las distintas formulaciones del concepto, no obstante lo cual no han investigado aún, de manera exhaustiva, el modo en que aparece por primera vez en su obra. En razón de ello, nos proponemos en este trabajo analizar el contexto de origen de la idea deleuziana de inmanencia, que involucra aspectos filosóficos y filológicos. De acuerdo con nuestra hipótesis, la primera aparición del concepto se sitúa en Spinoza et le problème de l’expression (1968), donde nuestro autor inscribe a Spinoza en la tradición de la univocatio entis iniciada por Duns Escoto. Sostenemos que la inmanencia deleuziana abreva en dos perspectivas: la tesis escotista de la univocatio entis frente a la analogia entis de filiación aristotélico-tomista y la causa sui espinoziana frente a la causa emanativa neoplatónica y la causa analógica tomista. La fórmula “Inmanencia = Univocidad”, puesta de relieve por Badiou, expresa este anudamiento conceptual que hemos de desarrollar. Desde el punto de vista filológico, mostraremos que Deleuze acuña el giro “ser inmanado”, al momento de describir la especificidad de la causa inmanente, a partir de un uso peculiar de los verbos del latín manare y manere.

O conceito de imanência tem uma importância fundamental na filosofia de Gilles Deleuze. Ainda quando a sua noção de “plano de imanência” e realçada a miúdo, o pensador francês desenvolveu uma aproximação integral do conceito, fazendo uma conexão com os problemas políticos (o capitalismo e descrito como um sistema imanente) e os éticos (a moralidade universal e substituída por uma ética de valores imanentes). No entanto, a primeira apresentação do conceito de imanência em seu trabalho não a sido ainda estudado em profundidade. Portanto, a nossa proposta e analisar os aspetos filosóficos e filológicos do contexto da origem da ideia de imanência em Deleuze. Baseado na nossa hipóteses, a primeira apresentação do conceito e achado na leitura de Deleuze de Spinoza em particular no seu livro Spinoza et le problème de l'expression (1968), onde nosso autor apresenta a Spinoza na tradição do  univocatio entis começado por Duns Scotus. Nós mantemos que a imanência deleuziana deriva de duas perspectivas: a tesis scotista univocatio em contraste com a analogia entis da filiação tomista e a causa de Spinoza sui em contraste com a causa emanativa neoplatônica e a causa analógica tomista. A fórmula “Imanência = Univocidade”, acentuada por Badiou, expressa este nó conceitual, que nos desenvolveremos. Desde o ponto de vista filológico, nos daremos prova de que Deleuze inventou o termo “ser imanado” para descrever a especificidade da causa imanente, desde uma utilização heterodoxa dos verbos em latim manare e manere.


Palavras-chave


Deleuze; Duns Scotus; Spinoza; Imanência; Univocidade

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DOI: https://doi.org/10.5007/1807-1384.2014v11n2p15

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