Trauma colonial e o testemunho do etnocídio Yanomami: uma leitura de marcados de Claudia Andujar

Fabio Feltrin de Souza, João Pedro Garcez

Resumo


O objetivo deste ensaio é analisar a obra Marcados, da fotógrafa Claudia Andujar, a partir da dupla temporalidade em que ela se insere. Como inscrição e continuidade da violência colonial, as noções de imagem, anacronismo, testemunho, trauma e etnocídio serão mobilizados e articulados no desenvolvimento da argumentação. Da teia que foi construída, sustenta-se uma hipótese de trabalho: a de que a autora quis, pela via da imagem, fazer um esforço de simbolização do processo colonial que acometeu o Brasil desde 1500 e que continua se manifestando no presente através de novas formas. Como resultado articulou-se a ideia de trauma, com as fotografias de Andujar e a experiência de colonização que é, nessa concepção, uma experiência de etnocídio.


Palavras-chave


Claudia Andujar; Marcados; Trauma; Imagem; Etnocídio

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DOI: https://doi.org/10.5007/1807-1384.2020.e67862

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