O artesanato da suspeita: o ensaio como tradição crítica
doi:10.5007/1807-1384.2011v8n1p1

Ricardo Forster

Resumo


Este ensaio pretende ser uma defesa da importância acadêmica do ensaio. Na vida acadêmica atual, vigora sobretudo o pragmatismo da produtividade funcional e da eficiência, expresso, através de um inglês comercial, sobretudo pelo paper. Esse esvaziamento das palavras convida-nos a enfatizar a importância do ensaio. De Montaigne a Steiner, passando por Adorno,  o ensaio, gênero da modernidade, torna-se, assim, sobretudo num tempo de crise das grandes narrativas,  o modo de captar o eterno naquilo que vivemos e percebemos como destinado a perecer. Constitui-se como  escritura do sujeito moderno, e manifestação de suas  extraordinárias inquietudes e de suas solidões. O ensaio como artesanato da suspeita, ao invés de ser visto como vitória do amadorismo na vida acadêmica, é o caminho com que  se revelarão os limites de toda pretensão universalista e do produtivismo acadêmico hoje imperante.


Palavras-chave


Ensaio; Ciências sociais; Produtivismo acadêmico; Paper; Razão instrumental

Texto completo:

PDFA


DOI: https://doi.org/10.5007/1807-1384.2011v8n1p1

Direitos autorais



R. Inter. Interdisc. INTERthesis, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, eISSN 1807-1384

 

Licença Creative CommonsConteúdos do periódico licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.