Uma genealogia do liberalismo contemporâneo: a crítica foucaultiana do ordoliberalismo alemão
DOI:
https://doi.org/10.5007/1807-1384.2013v10n1p322Resumo
Tendo por base as investigações de Michel Foucault sobre a tradição liberal, desenvolvidas sobretudo no curso ministrado no Collège de France, intitulado “Nascimento da biopolítica”, procuramos explicitar a crítica empreendida a uma das matrizes do liberalismo contemporâneo, a saber, o ordoliberalismo alemão. Com este objetivo buscamos pôr em relevo, primeiramente, a estratégia argumentativa da Escola de Friburgo que culmina no que o teórico francês denomina como “fobia do Estado”. Discutimos também a junção promovida pelo modelo neoliberal entre economia de mercado, prática concorrencial e “política social”. Em seguida, mostramos que, vinculado a essa lógica, o ordoliberalismo procurou erigir uma Vitalpolitik articulada a uma nova concepção de homo oeconomicus: o “homem-empresa”. Na consecução desse intento, o ordenamento jurídico aparece como suporte no jogo proposto pela economia concorrencial de mercado. Por fim, enfatizamos a existência de elementos biopolíticos no modelo neoliberal da Escola de Friburgo.
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