Racialized Women: Escrevivência as epistemological reparation

Authors

DOI:

https://doi.org/10.5007/1807-1384.2025.e109396%20

Keywords:

science, epistemology, colonialism, historiography, escrevivência

Abstract

Faced with a successful and malefic supremacist hegemonic system that sought to racialize humanity in order to subjugate different minds and bodies, many academic institutions have sought to embrace a universal scientific methodology highly aligned with a Eurocentric and rationalist epistemological perspective. For a long time, science was based on ideas that did not consider the diversity of knowledge and beings. Furthermore, the claim of scientific universality of knowledge can cause, among other situations, embarrassment and oppression to people who use other epistemological approaches. Thus, the text addresses the dominance that colonization exerts over racialized bodies and about how colonialist logic causes epistemic violence, especially with racialized women, including academic spaces within. Appropriating the concept of Escrevivência as an alternative scientific methodology, therefore, seems to be an excellent path to epistemological reparation insofar as it recognizes knowledge and writings that are subalternized as scientific, pointing to new possibilities that transform science and life.

Author Biography

Saroni Melo Pimentel, Universidade Federal do Paraná,Universidade Federal do Paraná ,Universidade Federal do Paraná

Doutoranda em história pela Universidade Federal do Paraná no Programa de Pós-Graduação em História (UFPR) na linha de pesquisa Intersubjetividade e Pluralidade: reflexão e sentimentos na História; Mestra em Turismo pela Universidade Federal do Paraná no Programa de Pós-Graduação em Turismo (UFPR) e Bacharela em Turismo e Hotelaria pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

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Published

2025-12-29

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Dossiê: Vigiar e Punir: tecnologias do eu cinquenta anos depois. Organização: Dr. Atilio Butturi Junior