Quem produz resistências às ofensivas antigênero?
DOI:
https://doi.org/10.1590/1806-9584-2026v34n2104159Palavras-chave:
Ofensivas antigênero, neoconservadorismo, Oeste Catarinense, resistênciasResumo
Nas tramas da cruzada contra o fantasma do gênero, objetivamos problematizar o campo de forças da política sexual produzida no oeste de Santa Catarina. Com inspiração em perspectivas genealógicas e cartográficas, foram constituídos diálogos com pessoas envolvidas em polêmicas por defesas de pautas feministas e LGBTQIAPN+ nos espaços legislativos dos municípios. As marcas coloniais deste território são reatualizadas nos valores da família, trabalho e religião, que se entrecruzam com práticas coronelistas e antidemocráticas no Estado, complexificando as articulações neoconservadoras locais-nacionais das ofensivas antigênero. Nas micropolíticas deste ordenamento, com suas desigualdades e violências, emergem momentos de desencaixes e agenciamentos para a ação política e resistências de quem luta pela igualdade e liberdade de viver sem medo.
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