Mulheres venezuelanas e relações familiares/comunitárias no Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/1806-9584-2026v34n297213

Palavras-chave:

processos migratórios, mulheres venezuelanas, relações de gênero, feminismo interseccional, desigualdades sociais

Resumo

No processo migratório venezuelano, mais da metade das pessoas deslocadas são mulheres. Conhecer a realidade das mulheres migrantes e refugiadas venezuelanas no Brasil é assumir uma postura feminista interseccional que vislumbra romper com o escamoteamento das opressões vivenciadas por elas. Para tanto, foi realizado um estudo exploratório de caráter qualitativo que teve como objetivo compreender as vivências das mulheres venezuelanas lideranças comunitárias em Boa Vista/RR, em especial, como as relações familiares estão sendo tecidas frente ao processo migratório. Identificou-se que as desigualdades sociais e de gênero são intensificadas nas experiências das mulheres venezuelanas ao serem duplamente responsabilizadas pelo trabalho do cuidado familiar e comunitário, produzindo dialeticamente a construção de redes comunitárias e sofrimento psicológico.

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Biografia do Autor

Elis Moura Marques, 1Universidade do Estado do Rio de Janeiro

É psicóloga pela Universidade Federal de Roraima (UFRR), doutoranda em Psicologia Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) com bolsa CAPES, mestra em Psicologia pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) e especialista em Saúde Mental pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Atuou como coordenadora nacional de projeto social de resposta à migração venezuelana para o Brasil (2021-2022), como assistente de proteção desenvolvendo atividades de campo com a comunidade venezuelana em Boa Vista (2020-2021), como docente em instituição pública de ensino superior (2018-2020), e como pesquisadora no contexto de resposta humanitária (2018).

Tatiana Machiavelli Carmo Souza, Universidade Federal do Triângulo Mineiro

É professora no curso de Psicologia pela Universidade Federal de Catalão (UFCAT) e professora Permanente do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Pós-doutora pela Universidade Federal de Goiás (PPGIDH/UFG). Doutora e Mestra em Serviço Social pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Graduada em Psicologia pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Líder do Grupo de Pesquisas “Teoria histórico-cultural e processos psicossociais” (CNPq). Membro do GT “A Psicologia sócio-histórica e o contexto brasileiro de desigualdade social” (Anpepp).

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Publicado

2026-08-10

Como Citar

Marques, E. M., & Souza, T. M. C. (2026). Mulheres venezuelanas e relações familiares/comunitárias no Brasil. Revista Estudos Feministas, 34(2), 1–14. https://doi.org/10.1590/1806-9584-2026v34n297213

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