Mulheres venezuelanas e relações familiares/comunitárias no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.1590/1806-9584-2026v34n297213Palavras-chave:
processos migratórios, mulheres venezuelanas, relações de gênero, feminismo interseccional, desigualdades sociaisResumo
No processo migratório venezuelano, mais da metade das pessoas deslocadas são mulheres. Conhecer a realidade das mulheres migrantes e refugiadas venezuelanas no Brasil é assumir uma postura feminista interseccional que vislumbra romper com o escamoteamento das opressões vivenciadas por elas. Para tanto, foi realizado um estudo exploratório de caráter qualitativo que teve como objetivo compreender as vivências das mulheres venezuelanas lideranças comunitárias em Boa Vista/RR, em especial, como as relações familiares estão sendo tecidas frente ao processo migratório. Identificou-se que as desigualdades sociais e de gênero são intensificadas nas experiências das mulheres venezuelanas ao serem duplamente responsabilizadas pelo trabalho do cuidado familiar e comunitário, produzindo dialeticamente a construção de redes comunitárias e sofrimento psicológico.
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