Filosofia intercultural e paradigma emergente: um novo enfoque para as “razões” de uma cultura diferente

Autores

  • Ana Marcia Kaliberda Universidade Estadual do Centro Oeste, Guarapuava, PR
  • Cesar Rey Xavier Universidade Estadual do Centro Oeste, Guarapuava, PR
  • Carlos Alberto Marçal Gonzaga Universidade Estadual do Centro Oeste, Guarapuava, PR

DOI:

https://doi.org/10.5007/1807-1384.2014v11n2p37

Palavras-chave:

Paradigma, Racionalidade, Etnocentrismo, Filosofia intercultural, Comunidade indígena

Resumo

http://dx.doi.org/10.5007/1807-1384.2014v11n2p37

Inicia-se este trabalho com uma problematização de certa crise paradigmática que, de acordo com alguns autores, não se restringe ao módus faciendi científico, atingindo também o próprio conhecimento, considerado este sob uma perspectiva mais ampla, aplicando-se a todo o conjunto de nossos valores e relações entre homem, natureza e sociedade. Cabe salientar a crise do que se nomeia como “paradigma dominante”, através da qual urge a necessidade de um novo fazer científico e uma nova forma de apropriação do conhecimento, em que o senso comum é resgatado e recebe a devida valoração. Esta é a proposta do assim chamado “paradigma emergente” que, segundo entendemos, prepara o caminho para que a heterodoxia de propostas como a da Filosofia Intercultural encontrem solo propício na construção de formas alternativas para se encarar culturas e saberes autóctones. Descrevem-se alguns aspectos epistemológicos que compõem a Filosofia Intercultural, em especial a sua negativa com respeito ao etnocentrismo. Pretende-se argumentar que esta nova forma de filosofar atende aos requisitos de um paradigma emergente, na medida em que não privilegia este ou aquele logos como a “razão absoluta e universal”, mas permite a expressão de outras formas de racionalidade que, não raro, chocam os padrões do que se considera “convencional”, como é o caso das culturas indígenas. O conjunto destes princípios paradigmáticos e interculturais encontra eco na interpretação de algumas formas de racionalidade típicas da Reserva Indígena Rio D’ Areia, situada no município de Inácio Martins, no Paraná, cuja coleta de dados foi realizada através da observação participante.

Biografia do Autor

Ana Marcia Kaliberda, Universidade Estadual do Centro Oeste, Guarapuava, PR

Mestranda em Desenvolvimento Comunitário pela Universidade Estadual do Centro Oeste, Guarapuava, PR. Graduação em Pedagogia pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (2006). Professora da Associação Pais e Amigos dos Excepcionais - Irati. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em EDUCAÇÃO INDÍGENA, atuando principalmente nos seguintes temas: educação, psicopedagogia, escola pública, prevenção e escola.

Cesar Rey Xavier, Universidade Estadual do Centro Oeste, Guarapuava, PR

Doutor em Filosofia da Mente pela UFSCAR (2008)- Universidade Federal de São Carlos SP. Professor Adjunto na Universidade Estadual do Centro Oeste, Guarapuava, PR. Livros publicados até o presente momento: "A Permuta dos Sábios" (2003), pela editora Annablume (selecionado entre os dez finalistas do Prêmio Jabuti de 2004); "A Psicologia e o Problema Mente-Corpo" (2012), pela editora Juruá

Carlos Alberto Marçal Gonzaga, Universidade Estadual do Centro Oeste, Guarapuava, PR

Doutor em Engenharia Florestal pela Universidade Federal do Paraná. Professor Adjunto da Universidade Estadual do Centro-Oeste, Revisor de periódico da Revista Capital Científico (UNICENTRO), Membro de comitê assessor do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e Membro de comitê assessor do Fundação Araucária - Apoio ao Desenvolv. Científico e Tecnológico do Paraná. Tem experiência na área de Administração, com ênfase em Administração Pública. Atua nos seguintes temas:Gradiente de renda da terra, Planejamento regional, Área de Proteção Ambiental, Desenvolvimento sustentável, Economia ambiental. 

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Publicado

2014-12-01

Edição

Seção

Artigos