Soja: mercantilização e externalização no sudoeste paranaense

Angelita Bazotti, Nilson Maciel de Paula, Carlos Guilherme Adalberto Mielitz Netto

Resumo


Segundo estabelece a teoria microeconômica o tamanho ótimo para produção de soja está situado em grandes áreas, nas quais, devido aos ganhos de escala, a eficiência no uso dos recursos e a produtividade por unidade de área chegam a seu ponto máximo. Daí a associação comumente aceita entre sojicultura e grandes produtores, em função da qual os pequenos produtores, devido à sua suposta inviabilidade econômica não deveriam se dedicar a essa atividade. No entanto, esse pressuposto não dá conta da persistência desses agricultores na sojicultura por gerações, o que requer explicações formuladas num campo mais amplo que o cálculo econômico. Tendo isso como desafio, este artigo tem o objetivo de explorar como o processo de mercantilização e externalização contribuem para explicar a permanência dos agricultores familiares nessa atividade. A base empírica para esta análise é a região Sudoeste Paranaense, caracterizada por ampla diversidade produtiva, acesso a políticas públicas e pela predominância da agricultura familiar.

 


Palavras-chave


Agricultura Familiar; Mercados; Racionalidades; Sojicultura; Desenvolvimento Rural

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PDFA

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DOI: https://doi.org/10.5007/1807-1384.2017v14n3p122

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