Um “ilustre desconhecido” traduzindo e revelando a Amazônia
DOI:
https://doi.org/10.5007/2175-7968.2026.e114854Palavras-chave:
A. de Belmar, Viajantes franceses, AmazôniaResumo
Este artigo tem por objetivo apresentar algumas reflexões a partir da tradução anotada e comentada do capítulo intitulado “Amazonie”, da obra Voyage aux provinces brésiliennes du Pará et des Amazones en 1860, por A. de Belmar. Publicado em francês em 1861 e ainda inédito em outros idiomas, o livro está dividido em cinco seções e narra as impressões de viagem do cronista francês pela costa do Brasil, pelo Amazonas, Grande Pará e Alto Amazonas durante o ano de 1860. Poucos são os dados biográficos de Belmar e, aparentemente, Voyage teria sido a sua segunda e última obra editada. O objetivo com a publicação estava, segundo o próprio autor em paratexto da edição, em tornar a obra útil para a sociedade brasileira e em chamar a atenção da Europa, tão acostumada a se retroalimentar da curiosidade, do exotismo e da ideia de não-civilidade propagados justamente por outros viajantes que o precederam em incursões por regiões dos trópicos, para o progresso do império do Brasil. Apesar da quase completa ausência de informações biográficas sobre o autor e até mesmo da aparente pouco expressiva atuação de Belmar no polissistema literário francês, pode-se dizer que o seu trabalho ainda continua despertando o interesse da comunidade científica e do público leitor de modo geral, haja vista a recente publicação de seu livro por uma editora inglesa especializada em restauro e reedição de obras raras em 2019.
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