Traduzindo a Amazônia venezuelana: os indígenas no amor e no casamento, na doença e na morte

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7968.2026.e114961

Palavras-chave:

Tradução, Vida indígena, Amazônia venezuelana, Costumes indígenas

Resumo

O presente artigo tem como objetivo apresentar o processo de tradução, do espanhol ao português, e a análise de quatro capítulos da obra Vida Indiana, do etnógrafo venezuelano Martín Matos Arvelo, publicada em 1912. Após a tradução de quatro capítulos inéditos da obra em 2024, foram selecionados para essa etapa mais quatro novos capítulos, igualmente inéditos: III – Amor y matrimonio, IV – Continuación, V – Enfermedad y muerte e VI – Continuación. Desse modo, além de analisar o olhar do autor sobre o que observa e registra com relação a estes temas, o texto se debruça sobre as intertextualidades que o autor faz de referências literárias em seu relato, os traços de ironia presentes na obra, assim como o emprego e a tradução de expressões idiomáticas, neologismos, bem como a descrição de rituais indígenas da Amazônia venezuelana relacionados ao casamento, às doenças e à morte.


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Biografia do Autor

Juliana Cristina Faggion Bergmann, Universidade Federal de Santa Catarina

Juliana Cristina Faggion Bergmann é professora do Departamento de Metodologia de Ensino (MEN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde atua na área de Metodologia do Ensino de Línguas Estrangeiras, Linguística e Produção de Materiais Didáticos; e dos Programas de Pós-Graduação em Educação (PPGE/UFSC) e Pós-Graduação em Estudos da Tradução (PGET/UFSC). É líder do Grupo de Pesquisa ''TEMA DIDÁTICO - Tecnologia, Educação e Materiais Didáticos'' (CNPq/UFSC). Coordena atualmente o projeto internacional ''Práticas pedagógicas em espaços formativos: diálogos e conexões em rede na aprendizagem de ELE'', financiado pela chamada Projetos Int. 2023 (CNPq), com a colaboração de pesquisadores da Universitat de Barcelona (ES), Universidad de Guanajuato (MX), Dublin City University (IE), Université Catholique de Louvain (BE) e Universidade Federal do Pará (UFPA). Compõe, desde 2017, a comissão editorial da Revista Perspectiva (ISSN 2175-795X), sendo Editora Chefe desde 2021. Na UFSC, coordenou o Núcleo de Criação e Desenvolvimento de Materiais Didáticos do Laboratório de Novas Tecnologias (LANTEC); o Projeto Piloto Proinfo UCA - Um Computador por Aluno - no Estado de Santa Catarina e o PIBID - Sub-projeto Espanhol. Foi pesquisadora convidada do Departament de Didàctica i Organització Educativa da Universitat de Barcelona - Espanha entre 2019 e 2020 e do Institut de langues Vivantes da Université Catholique de Louvain-la-Neuve entre 2025 e 2026. Em 2009 concluiu o Doutorado em Sciences du Langage pela Université Lumière Lyon 2 - França, onde também cursou o Master (DEA). No Brasil, possui mestrado em Letras - Linguística pela UFPR. Além de uma carreira em Centros de Línguas, foi professora de língua portuguesa, francesa e espanhola nos níveis de graduação e pós-graduação, modalidades presencial e a distância. É autora de materiais didáticos para o ensino de línguas e literatura estrangeiras, além de livros teóricos nas áreas de tradução, produção e avaliação de materiais didáticos e tecnologias para o ensino de línguas.

Andréa Cesco, Universidade Federal de Santa Catarina

Professora Titular da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Departamento de Língua e Literatura Estrangeiras, e professora permanente do programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução (PGET). Em 2025 realizou pós-doutoramento na Université Catholique de Louvain (UCL - Bélgica), CNPq, Edital Projetos Int. 2023. Em 2020 realizou pós-doutoramento na Universidade de Vigo (Espanha), CAPES/PrInt Edital n. 41/2017. Tem Doutorado em Literatura - CAPES (2007) e Licenciatura em Letras - Português/Espanhol (2001), ambos pela Universidade Federal de Santa Catarina. Realizou estágio do doutorado na Universitat de Barcelona (Espanha) em 2005/2006 - CAPES. Coordena, na UFSC, o Núcleo Quevedo de Estudos Literários e Traduções do Século de Ouro desde 2010 e é líder do grupo de pesquisa no CNPq Estudos Literários e Traduções do Século de Ouro. Coordenou, de 2012 a 2019, o PIBID-Espanhol e nos anos de 2018 e 2019 o curso de Letras-Espanhol EaD na UFSC. Foi bolsista de Produtividades em Pesquisa (PQ2), CNPq, na chamada N. 09/2018 (de 2019 a 2022). É membro e pesquisadora ativa da Red Internacional de Investigadores de la Literatura Comparada (REDILIC) do Instituto de Investigaciones Literarias ''Gonzalo Picón Febres'', de la Facultad de Humanidades y Educación de la Universidad de los Andes, en Mérida, Venezuela. É pesquisadora da Red Internacional de Investigación en ELE - https://riele.ufsc.br/. Fez parte do Programa Institucional de Internacionalização - CAPES/PrInt (PGET/UFSC, 2019-2024) - Tradução, Tradição e Inovação -, do projeto Comunidades Nômades: movências espaço-territoriais e sustentabilidade socioambiental e patrimonial para a elaboração de políticas públicas em comunidades tradicionais da Amazônia - CNPq/MCTI/FNDCT 40/2022, coordenado por José Guilherme dos Santos Fernandes (UFPA) e, ainda, do projeto internacional Práticas pedagógicas em espaços formativos: diálogos e conexões em rede na aprendizagem de ELE, financiado pela chamada Projetos Int 2023 (CNPq), coordenado por Juliana Cristina Faggion Bergmann (MEN/CED/UFSC), com a colaboração de pesquisadores da Universitat de Barcelona (ES), Universidad de Guanajuato (MX), Dublin City University (IE), Université Catholique de Louvain (BE) e Universidade Federal do Pará (UFPA). Fez parte ainda do PROCAD CAPES, Amazônia/PGET/UFSC (2018-2023), Pós-graduação em Estudos Antrópicos na Amazônia da UFPA e a Pós-graduação em Ciências Humanas, da Universidade do Estado do Amazonas. É autora de materiais didáticos para o ensino de línguas e literatura estrangeiras, tradutora e organizadora de livros na área de tradução. Traduziu, em parceria, os seguintes livros: A Garganta do Yumuri (2026. 7Letras); El voto femenino (2026. Edições Câmara); Arquitetura e poder em Brasília (2026. Edições Câmara); A novela do curioso impertinente (2025. Eduerj); Cocos e fadas (2025. Paka-Tatu); Dona Perfecta (2024. 7Letras); As Sinsombrero. Sem elas a história não está completa (2022. Relicário), com financiamento do Ministério da Cultura da Espanha; e Lo desconocido es la vida/O desconhecido é a vida. Uma antologia de crônicas de Luis Tejada Cano (2020. MAGO: Chile), com financiamento das embaixadas da Colômbia no Brasil e no Chile. Organizou e traduziu o livro Histórias Curtas, de Julia de Asensi (tradução de livro). Florianópolis: UFSC, 2020 (173p). E organizou, em parceria, os seguintes livros: História da tradução: potências de um diálogo (2021. Rafael Copetti Editor); Teoria e prática da tradução: legendagem, HQ, textos técnicos e científicos (2019. Rafael Copetti Editor); Tradução literária: projetos e práticas do tradutor (2019. Rafael Copetti Editor); Tradução Literária: Projetos e Práticas do Tradutor (2017. Rafael Copetti Editor; Tradução literária: veredas e desafios (2016. Rafael Copetti).

Referências

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Publicado

30-09-2026

Como Citar

Bergmann, J. C. F., & Cesco, A. (2026). Traduzindo a Amazônia venezuelana: os indígenas no amor e no casamento, na doença e na morte. Cadernos De Tradução, 46(esp. 1), 1–56. https://doi.org/10.5007/2175-7968.2026.e114961

Edição

Seção

Olhares do Século XIX ao XX e Etnografia Indígena

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