SAÚDE MENTAL E DESIGUALDADE URBANA: REFLEXÕES CRÍTICAS SOBRE A PRODUÇÃO DO SOFRIMENTO Mental Health and Urban Inequality: Critical Reflections on the Production of Suffering

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Cadernos brasileiros de Saúde Mental CBSM

Resumo

O ensaio analisa a relação entre desigualdade urbana, território e saúde mental no capitalismo dependente brasileiro, compreendendo o sofrimento como socialmente produzido pela segregação socioespacial, pela precarização da vida e pelas contradições da atuação estatal. A partir de uma abordagem teórico-crítica fundamentada em revisão de literatura e em estudos desenvolvidos no âmbito de um grupo de pesquisa e extensão, busca-se evidenciar como a organização desigual do território, impulsionada pela lógica de acumulação e expropriação inerente ao modo de produção capitalista, condiciona a vivência da cidade por parte das populações empobrecidas, particularmente negras e periféricas. Nesse cenário, reafirma-se a urgência de discutir os impactos da lógica predatória do capital sobre a saúde mental coletiva, o papel contraditório do Estado na mediação dos conflitos sociais e a necessidade de avançar na luta pela efetivação dos direitos sociais, especialmente o direito à saúde, considerando seus determinantes sociais e territoriais.

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Como Citar
CBSM, Cadernos brasileiros de Saúde Mental. SAÚDE MENTAL E DESIGUALDADE URBANA: REFLEXÕES CRÍTICAS SOBRE A PRODUÇÃO DO SOFRIMENTO: Mental Health and Urban Inequality: Critical Reflections on the Production of Suffering. Cadernos Brasileiros de Saúde Mental/Brazilian Journal of Mental Health, [S. l.], v. 18, n. 55, 2026. DOI: 10.5007/2595-2420.2026.e111570. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/cbsm/article/view/111570. Acesso em: 9 abr. 2026.
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Artigos originais

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