O pensamento convergente, o pensamento divergente e a formação de professores de ciências e Matemática

Sergio de Mello Arruda, Michele Hidemi Ueno, Alessandra Guizellini, Marinez Meneghello Passos, João Batista Martins

Resumo


Nesse trabalho, procuramos entender algumas dificuldades inerentes
à profissão de professor de Ciências e Matemática, como resultado de
tensões existentes entre uma tendência ao pensamento convergente,
que vai moldando o modo de pensamento do futuro professor ao
longo de sua formação básica em ciências, em especial nas áreas
mencionadas acima e um modo de pensar divergente, desenvolvido a
partir da prática de sala de aula, das expectativas e conflitos gerados
nos relacionamentos entre alunos e professores, das angústias
provocadas no interior das instituições. Essa maneira de entender a
função docente foi inspirada nas idéias do filósofo e historiador da
ciência Thomas Kuhn, que via o progresso científico como uma
alternância entre momentos em que o cientista atua a partir de consensos estabelecidos em torno de um paradigma único (ciência
normal) e momentos onde a pesquisa se caracteriza pelo debate dos
fundamentos até o estabelecimento de novo consenso (revolução
científica). No sentido de dar alguma articulação às idéias colocadas
acima, fazemos referência a alguns dados de pesquisas realizadas
com futuros e atuais professores nas áreas mencionadas acima.

Palavras-chave


Formação de professores; ensino de ciências; pensamento convergente e pensamento divergente

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.5007/%25x

 


Cad. Bras. Ens. Fís. UFSC, Florianópolis, SC, Brasil - - - eISSN 2175-7941 - - - está licenciada sob Licença Creative Commons
> > > > >