“Tinha que fazer tudo”: autoconstrução, informalidades e formação das redes de sobrevivência na Baixada Fluminense (1950-1990)

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5007/1984-9222.2026.e110310

Palabras clave:

Baixada Fluminense, autoconstrução, história oral

Resumen

O presente artigo investiga, com base em entrevistas realizadas nos anos 1990, o processo de loteamento e ocupação proletária da Baixada Fluminense entre 1950 e 1990. Explora-se como trabalhadores migrantes, atraídos pela dinamização da economia carioca no pós-guerra, colonizaram essa antiga região agrícola, transformando-a em uma periferia urbana maciçamente expandida. Argumenta-se que essa ocupação se deu sob a lógica da inclusão perversa: a ausência de infraestrutura estatal e a pressão por moradia forçaram os migrantes a desenvolver estratégias próprias de resolução de problemas, como a autoconstrução da habitação e dos equipamentos urbanos e a formação de redes informais de sobrevivência. Longe de revelar passividade ou marginalidade, essas práticas forjaram identidades sui generis, pautadas na autonomia da propriedade e na agência coletiva diante da invisibilidade a que o Estado relegava esses moradores.

Biografía del autor/a

Linderval Augusto Monteiro, Universidade Federal da Grande Dourados

Doutor em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), professor titular da Faculdade de Ciências Humanas e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Dourados, Brasil.

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Publicado

2026-10-22

Cómo citar

MONTEIRO, Linderval Augusto. “Tinha que fazer tudo”: autoconstrução, informalidades e formação das redes de sobrevivência na Baixada Fluminense (1950-1990). Revista Mundos do Trabalho, Florianópolis, v. 18, p. 1–19, 2026. DOI: 10.5007/1984-9222.2026.e110310. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/mundosdotrabalho/article/view/110310. Acesso em: 4 nov. 2026.

Número

Sección

Dossiê: A informalidade urbana e a história social dos(as) trabalhadores(as) na América Latina no século XIX e XX

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