Pinturas de Salvador Dalí para introduzir conceitos de Mecânica Quântica no Ensino Médio

Autores

  • Rúbia de Fátima Antunes Martins Fernandes Universidade Federal de São Paulo
  • Flaviston Ferreira Pires Universidade Federal de São Paulo
  • Thaís Cyrino de Mello Forato Universidade Federal de São Paulo
  • José Alves da Silva Universidade Federal de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7941.2017v34n2p509

Palavras-chave:

Salvador Dalí, Mecânica Quântica, Ensino de Física, Ensino Médio

Resumo

Poucos trabalhos têm apresentado resultados do ensino de mecânica quântica no ensino médio. Como um alto nível de abstração é exigido, é necessário reconsiderar os pressupostos teóricos, abordagens e metodologias, a fim de reduzir as dificuldades na sua inserção. Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa, que é uma proposta didática para ensino médio compreendendo discussões sobre mecânica quântica e elementos que relacionam física e algumas pinturas de Salvador Dalí. Abraçar as relações entre a física e a arte nos permite aproximar e expressar as relações entre a educação científica e a cultura, com formas alternativas para enriquecer o significado do conhecimento, também buscando proporcionar aos alunos uma visão mais ampla sobre a construção do conhecimento científico, em um diálogo inteligente com o mundo. Para isso, a proposta apresenta uma metodologia operatória, aproximando a ciência como conhecimento histórico e social para ensinar mecânica quântica, e visa tornar o aluno capaz de desenvolver hipóteses, conceitos, situar explicações científicas no tempo, em suma, operar de acordo com as ferramentas fornecidas. Trabalhar com as formas pelas quais a física, introduzida como um componente cultural, influencia as interpretações dos fenômenos macro e microscópicos contribui para a compreensão da física moderna, parte da física do século XX. Portanto, adicionar elementos culturais ao mundo da física parece ser cada vez mais necessário, uma vez que parece ressignificá-la ao reumanizar seu conhecimento. Além disso, usar o contexto histórico parece nos dar uma maior amplitude ao conhecimento, uma vez que ele também começa a fazer parte de uma cultura mais ampla, além de seu significado científico.

Biografia do Autor

Rúbia de Fátima Antunes Martins Fernandes, Universidade Federal de São Paulo

Licenciada em Ciências, com habilitação em Física, e mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática da Universidade Federal de São Paulo do Campus Diadema (Unifesp-Diadema). É professora da educação básica.

Flaviston Ferreira Pires, Universidade Federal de São Paulo

Licenciado em Ciências, com habilitação em Física, e mestrando do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática da Universidade Federal de São Paulo do Campus Diadema (Unifesp-Diadema). É professor da educação básica.

Thaís Cyrino de Mello Forato, Universidade Federal de São Paulo

Professora do curso de Graduação em Ciências-Licenciatura na Universidade Federal de São Paulo e credenciada no Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática da Unifesp. Doutora em Educação, mestra em História da Ciência e licenciada em Física. Editora adjunta de Prometeica, Revista de Filosofia y Ciencia.

José Alves da Silva, Universidade Federal de São Paulo

Professor do curso de graduação em Ciências-Licenciatura e do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática da Universidade Federal de São Paulo, Campus Diadema (Unifesp-Diadema). É licenciado em Física, mestre em ensino de Ciências, modalidade Física, e doutor em Educação pela Universidade de São Paulo.

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Publicado

2017-08-09

Edição

Seção

Relatos e propostas de experiências didáticas