Os estudos da tradução e da interpretação de línguas de sinais: novo campo disciplinar emergente?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7968.2015v35nesp2p17

Palavras-chave:

Tradução, Interpretação, Língua de Sinais, Estudos da Tradução, Estudos da Interpretação

Resumo

Considerando que as pesquisas brasileiras sobre a tradução e a interpretação de/para/entre línguas de sinais podem ser reunidas sobre o que se apresenta como Estudos da Tradução e da Interpretação de Línguas de Sinais (ETILS), realizamos uma reflexão sobre a emergência desse novo campo disciplinar em relação à sua vinculação direta aos Estudos da Tradução (ET) e aos Estudos da Interpretação (EI). Para tanto, apresentamos a interdependência e distinção fundamental entre os ET e os EI, realizamos uma busca por referências à interpretação e à tradução de línguas de sinais em importantes obras dos ET e dos EI e traçamos uma reflexão sobre os ETILS no contexto brasileiro. Essa reflexão tomou como base: as pesquisas sobre a tradução e a interpretação de línguas de sinais feitas na pós-graduação e as quatro edições do Congresso Nacional de Pesquisas em Tradução e Interpretação de Sinais. Vimos que, ao mesmo tempo em que os ETILS se singularizam por seu objeto de estudo envolver uma língua gesto-visual, eles mantêm uma inegável e necessária vinculação com suas origens, já que não têm existência para além dos campos disciplinares dos ET e dos EI.

Biografia do Autor

Carlos Henrique Rodrigues, Universidade Federal de Santa Catarina

Doutor em Linguística Aplicada/ Estudos da Tradução e Mestre em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais. Líder e pesquisador do InterTrads – Grupo de Pesquisa em Interpretação e Tradução de Línguas de Sinais e professor da área de Estudos da Tradução e da Interpretação de Línguas de Sinais do Curso de Letras Libras EaD da Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil.

Hanna Beer, Universidade Federal de Juiz de Fora Universidade Federal de Santa Catarina

Graduanda em Direito pela Universidade Federal de Juiz de Fora, com período de mobilidade acadêmica na Universidade Federal de Santa Catarina pelo Programa Andifes de Mobilidade Acadêmica. Integrante do InterTrads – Grupo de Pesquisa em Interpretação e Tradução de Línguas de Sinais e bolsista voluntária do NALS – Núcleo de Aquisição de Língua de Sinais, UFSC.

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Publicado

2015-10-05