Novos desafios na formação de tradutores.

Marcia Amaral Peixoto Martins

Resumo


Nos últimos trinta anos, graças a um esforço conjunto de teóricos, pesquisadores e tradutores, os estudos da tradução conseguiram firmar-se como uma nova e importante área de conhecimento, capaz de desenvolver suas próprias teorias, metodologias e instrumentos de pesquisa. Nesse período, a atividade tradutória também registrou uma grande expansão, não só em termos quantitativos – na medida em que a política de globalização impulsionou a troca de informações entre culturas e a geração de textos em várias línguas – como também no que diz respeito à diversidade de tarefas, com o surgimento de novas modalidades de tradução, muitas delas decorrentes de avanços tecnológicos, como a localização de software e a tradução para legendagem. Tal cenário trouxe um novo desafio para o ensino da tradução. Como capacitar os aprendizes a produzir traduções que atendam às crescentes e cada vez mais variadas necessidades do mercado? Neste artigo, pretendo destacar alguns componentes desse desafio, focalizando especialmente os novos conceitos de competência para tradutores e o impacto que os avanços tecnológicos e desenvolvimentos teóricos recentes tiveram sobre a prática da tradução e, conseqüentemente, sobre o seu ensino e aprendizagem. Proponho que os cursos de tradução, pensando nos futuros formadores, contemplem questões de natureza pedagógica e didática, como abordagens, objetivos, metodologias, estratégias, dinâmicas e sistemas de avaliação.

Palavras-chave


formação de tradutores, avaliação, teorias de tradução, tecnologia.

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DOI: https://doi.org/10.5007/%25x



Cadernos de Tradução, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. ISSN 2175-7968.