Conflitos simbólicos e discursivos: o papel dos intérpretes de língua de sinais na era da extrema direita

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7968.2026.e107991

Palavras-chave:

intérprete de língua de sinais, poder simbólico, resistência discursiva, extrema direita

Resumo

Este texto analisa a prática dos intérpretes de Língua de Sinais (ILS) como agentes políticos e mediadores discursivos em tempos de ascensão da extrema direita, com enfoque no cenário brasileiro. A partir da ideia de que “nascemos de um conflito”, o texto fundamenta historicamente o surgimento da interpretação como profissão e destaca o envolvimento do ILS em dinâmicas de poder e exclusão linguística. Estabelece um diálogo crítico com pensadores como Foucault (1971), Bourdieu (1989) e Fairclough (1989), revelando que a neutralidade na interpretação é uma construção ideológica que pode silenciar minorias. Aborda ainda os impactos da extrema direita sobre os serviços públicos, as universidades e os direitos linguísticos, discutindo como políticas conservadoras fragilizam conquistas históricas da comunidade surda. A atuação do intérprete é discutida como uma prática que pode tanto reforçar a hegemonia quanto abrir brechas para resistência simbólica. Ao final, conclama o ILS à responsabilidade crítica diante dos riscos autoritários e convoca à resistência discursiva como forma de garantir direitos e dignidade.

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Publicado

30-10-2026

Como Citar

Felten, E. (2026). Conflitos simbólicos e discursivos: o papel dos intérpretes de língua de sinais na era da extrema direita. Cadernos De Tradução, 46, 1–21. https://doi.org/10.5007/2175-7968.2026.e107991

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