A complementaridade dos pensamentos narrativo e matemático na gestação da teoria da Relatividade Geral

Danilo Cardoso, Ivã Gurgel

Resumo


Este trabalho investiga o papel de linguagens e pensamentos envolvidos nos processos de criação científica. É destacada a relevância da Matemática na Física. Mas qual é o papel epistemológico desempenhado por ela na construção da Física? O cientista é capaz de interpretar fisicamente a natureza somente usando linguagens e pensamentos formais, especialmente estruturados pela matemática? Nossa hipótese é que a resposta a essa questão é negativa. Encontramos nas ideias do psicólogo Jerome Bruner uma forma de encaminhar nossa discussão. A partir das ideias deste autor, e do nosso anseio por investigar o papel de pensamentos e linguagens que não são estritamente formais na construção da física, levantamos a seguinte questão: Qual o papel das narrativas e da matemática na construção da física? Para delinear uma resposta possível a esta questão, tomamos como contexto da nossa pesquisa alguns “capítulos” da construção da Teoria da Relatividade Geral. Nossa investigação mostrou que experimentos mentais importantes no desenvolvimento desta teoria foram construídos a partir dos pensamentos narrativo e matemático. Entendemos que estes dois modos de pensamentos se apresentaram de maneira complementar no contexto estudado.

Palavras-chave


Narrativas; Matemática; Relatividade Geral

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DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7941.2017v34n3p745

 


Cad. Bras. Ens. Fís. UFSC, Florianópolis, SC, Brasil - - - eISSN 2175-7941 - - - está licenciada sob Licença Creative Commons
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