As vozes das margens na literatura de recepção infantil e juvenil: reflexões sobre a produção de Georgina Martins

Autores

  • Eliane Santana Dias Debus UFSC

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-795X.2012v30n3p969

Palavras-chave:

Literatura infanto-juvenil, Desigualades sociais, Leitor

Resumo

A literatura de recepção infantil e juvenil não tem por tradição levantar em suaconstrução temas polêmicos como desigualdade social, homossexualidade epreconceito racial. Problematizar esses temas, por certo, exige um “lidar” com umalinguagem que leve em conta esses interlocutores. Este artigo apresenta a leitura detrês livros de Georgina Martins: O menino que não se chamava João e a menina que nãose chamava Maria (1999), No olho da rua: historinhas quase tristes (2004) e Uma maréde desejos (2005), trazendo à tona reflexões sobre um fazer literário que apresenta,de forma sensível, ao leitor as “vozes das margens” (Hall, 2006), sem maquiar asagruras e mazelas das desigualdades sociais em que vivem as personagens criançasdessas narrativas. A aproximação com narrativas que fujam do repertório cristalizadopara o público infantil contribuem para a formação de leitores mais comprometidose sensíveis com o Outro.

Biografia do Autor

Eliane Santana Dias Debus, UFSC

possui graduação em Letras Licenciatura Português e Inglês pela Fundação Educacional de Criciúma (1991), mestrado em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina (1996) e doutorado em Lingüística e Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2001). Professora do Departamento de Metodologia de Ensino, do Centro de Educação, da Universidade Federal de Santa Catarina. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Brasileiral, atuando principalmente nos seguintes temas: literatura infantil e juvenil, lieratura e ensino, mediadores de leitura, leitura literária e formação de professores.

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Publicado

2012-09-18