Os "ribeirinhos" do Pantanal Norte: temporalidades, práticas rurais e cotidiano

Autores

  • Ana Carolina da Silva Borges Unemat

DOI:

https://doi.org/10.5007/1984-9222.2010v2n4p305

Resumo

O objetivo deste artigo é discutir e analisar a relação estabelecida entre a sociedade e a natureza na extensa área alagável do Pantanal Norte, tendo um interesse maior pelos moradores da beira dos rios São Lourenço e Cuiabá, entre os anos de 1870 a 1930, chamados externamente de “ribeirinhos”. Adentraremos no universo pantaneiro que os “ribeirinhos” ajudaram a compor, percebendo suas práticas diárias no contexto das transformações ocorridas em Mato Grosso após o fim da Guerra com o Paraguai (1870) e a reabertura da navegação fluvial, tendo em vista o aumento das relações de troca e comércio locais com as embarcações fluviais, que permitiram a intensificação da exploração dos recursos naturais e a alteração na paisagem pantaneira.

Biografia do Autor

Ana Carolina da Silva Borges, Unemat

História Agrária e Ambiental, cotidiano, paisagens e temporalidades das comunidades "ribeirinhas" do Pantanal Norte (1870-1930)

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Publicado

2010-06-27

Como Citar

BORGES, Ana Carolina da Silva. Os "ribeirinhos" do Pantanal Norte: temporalidades, práticas rurais e cotidiano. Revista Mundos do Trabalho, Florianópolis, v. 2, n. 4, p. 305–335, 2010. DOI: 10.5007/1984-9222.2010v2n4p305. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/mundosdotrabalho/article/view/1984-9222.2010v2n4p305. Acesso em: 24 jul. 2024.