Percepções do tempo e trabalho: as disputas dos sertanejos pobres no extremo norte de Goiás em torno dos seus modos de viver - 1860 a 1920

Autores

  • Olivia M. M. Cormineiro Universidade Federal de Uberlândia

DOI:

https://doi.org/10.5007/1984-9222.2009v1n2p171

Resumo

Este artigo investiga as disputas sobre o tempo nas relações de trabalho entre sertanejos-pobres e demais grupos sociais no extremo norte de Goiás, entre as décadas de 1860 e 1920. Inspirado na História Social, compreendida em seu sentido mais amplo como um campo de relações e lutas de classes, empreende a análise e cruzamento de fontes oficiais, memorialísticas e literárias, objetivando compreender e explicar a tensão, constituída de negociações e resistências, envolvendo os modos costumeiros de “viver o tempo” dos sertanejos-pobres, as práticas de dominação dos fazendeiros locais e as políticas de disciplinarização do trabalho promovida pela província/estado de Goiás. Ao trilhar este caminho a investigação apontou haver permanecido neste sertão, em função de interesses específicos, certa integração entre vida, trabalho e lazer ao menos até a década de 1930.

Biografia do Autor

Olivia M. M. Cormineiro, Universidade Federal de Uberlândia

Estudante do Programa de Pós-graduação de História Social da Universidade Federal de Uberlândia - UFU - Mestranda da Linha de Pesquisa Trabalho e Movimentos Sociais

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Publicado

2009-10-27

Como Citar

CORMINEIRO, Olivia M. M. Percepções do tempo e trabalho: as disputas dos sertanejos pobres no extremo norte de Goiás em torno dos seus modos de viver - 1860 a 1920. Revista Mundos do Trabalho, Florianópolis, v. 1, n. 2, p. 171–194, 2009. DOI: 10.5007/1984-9222.2009v1n2p171. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/mundosdotrabalho/article/view/1984-9222.2009v1n2p171. Acesso em: 19 jul. 2024.