A Greve de 1980: redes sociais e espaço urbano na mobilização coletiva dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo

Autores

  • Francisco Barbosa de Macedo

DOI:

https://doi.org/10.5007/1984-9222.2011v3n5p136

Resumo

Em 1980, milhares de metalúrgicos do ABC paulista realizaram uma das mais intensas e duradouras greves da classe trabalhadora brasileira. Durante 41 dias, eles resistiram à ampla repressão que lhes foi lançada pelos patrões e pelo regime militar, a qual muito colaborou para que a mobilização coletiva dos trabalhadores se espraiasse pelo espaço urbano – especialmente, pelas ruas de São Bernardo do Campo. Expulsos das fábricas e de importantes espaços públicos, os operários mantiveram a greve a partir, principalmente, dos bairros em que residiam, fomentando a politização de espaços e relações de suas vidas cotidianas e redefinindo a geografia da mobilização coletiva. Neste artigo, analisamos alguns aspectos desse processo, destacando a importância das redes sociais dos trabalhadores para a notável (re)apropriação do espaço urbano que caracterizou o movimento paredista.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

2022-07-04

Como Citar

MACEDO, . B. de. A Greve de 1980: redes sociais e espaço urbano na mobilização coletiva dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo. Revista Mundos do Trabalho, Florianópolis, v. 3, n. 5, p. 136–165, 2022. DOI: 10.5007/1984-9222.2011v3n5p136. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/mundosdotrabalho/article/view/1984-9222.2011v3n5p136. Acesso em: 7 out. 2022.