A vida cotidiana da escola expressa um cotidiano? Aproximações ontológicas em debate

Autores

  • Patricia Laura Torriglia Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
  • Margareth Feiten Cisne Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-795X.2017v35n3p996

Palavras-chave:

Vida cotidiana, Apropriação do conhecimento, Ontologia crítica

Resumo

O presente texto, de natureza teórico conceitual, discute, a partir da ontologia crítica, a produção de conhecimento, os processos de conhecer, ensinar e aprender, bem como as bases ontológicas que consolidam tais processos. A partir de nossos estudos baseados na perspectiva do materialismo histórico-dialético – Lukács, Rubinstein Sheptulin e Heller – e do trabalho de formação que viemos desenvolvendo junto ao Grupo de Estudos e Pesquisa em Ontologia Critica – GEPOC, defendemos como premissa preliminar a preexistência do mundo objetivo independente de nossa consciência, o que implica considerá-lo como possuidor de uma base material que o sustenta e permite, por meio dessa materialidade, que é processual e histórica, estabelecer um conhecimento objetivo sobre si, isto é, uma inteligibilidade do mundo. Nesta direção, em um primeiro momento, abordaremos algumas questões sobre o conhecimento e seu processo de apropriação a partir da base supracitada. Posteriormente, aprofundaremos o conceito de cotidiano escolar e de vida cotidiana, seus conteúdos e sua forma de transmissão e apropriação de conhecimentos, e a relação com a didática. Finalizaremos apresentando questões que nos possibilitem novas investigações.

 

Biografia do Autor

Patricia Laura Torriglia, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Doutora em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Professora do Departamento de Estudos Especializados em Educação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

 

Margareth Feiten Cisne, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Doutora em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Professora do Núcleo de Desenvolvimento Infantil da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). 

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Publicado

2017-12-31

Edição

Seção

Volume 35, número 3, 2017